Essa semana, eu vesti uma camiseta para ir malhar e pensei: “Nossa, ela está bem larguinha. Me lembro dela me apertar os braços e marcar a barriga… Será que alargou na lavagem?”

Sim, alguma coisa dentro de mim faz com que eu não me aproprie das mudanças do meu corpo, sejam elas para o bem ou para o mal. Quando engordo, tenho dificuldade de ver o meu real tamanho. Quando emagreço também. O único jeito para ver a perda de peso é assim: colocando uma foto ao lado da outra.

E, mesmo assim, muitas vezes eu me pergunto se o problema não é da camiseta que alargou… 

Tenho muitos problemas com minha auto-imagem. Tenho tantas noias que até para voltar para o processo de emagrecimento foi difícil – além desta questão de não me ver assim tão gorda e batalhar com uma depressão, eu ainda tinha vergonha. “Vergonha é roubar e não conseguir carregar”, já brincava minha avó. Mas ficava pensando: “Gente, eu já passei por esse processo antes. Eu já emagreci tanto… E engordei tudo novamente! Quem vai acreditar em mim? Pior ainda: como eu vou acreditar em mim?!”

A verdade é que ninguém tem de acreditar em mim a não ser eu mesma. E eu tomei uma decisão: errando ou acertando, eu preciso fazer por mim o que acho certo. Eu posso ter minhas dúvidas, mas vivo um dia de cada vez e, a cada dia, eu tento fazer o melhor por mim – em todos os aspectos! Claro, há dias em que escorrego… E tudo bem! Este ano, resolvi focar em comer melhor e voltar a me mexer. Voltei a ter prazer em fazer exercícios, descobri novas atividades e cada dia tenho mais certeza que a comida que ponho no meu prato tem muita influência no meu humor e ansiedade.

Tento todo dia deixar essa vergonha de lado. Tento entender que meu relacionamento com minha auto-imagem e com a comida não é mesmo fácil e que, se falhei, posso tentar consertar; o que não posso é viver na falha somente por medo de tentar!

Li em um livro recentemente algo que falou bem no fundo neste momento

Voltar atrás não é falha ou fraqueza. Mudar seu relacionamento com algo tão emocional como comida é difícil (…) Lembre-se de que admitir que você precisa de ajuda é um sinal de força e indica o progresso que você já fez. Até por que, antigamente, seu pedido de ajuda costumava ser se jogar num pote de sorvete…

Um amigo resumiu bem o meu sentimento: “Você voltou a ser a Biessa que a gente conhece. Aquela outra não era você”. 

E como é bom poder ser quem se é <3 mesmo cheia de defeitinhos.

 

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Comer na Whole30, eu juro, não é muito difícil. Mas, para variar, tento fazer algumas receitinhas gostosas e práticas para incrementar o prato. Tenho usado bastante o livro “Whole30 – 30 dias para mudar”, que traz mais de 100 receitas, mas também tento selecionar e adaptar receitas do meu dia a dia. Uma dessas receitas é este bolinho de frango com abobrinha.

(Saiba mais sobre a Whole30 clicando aqui)

Na falta de um nome melhor, elas foram batizadas de “bolinhos”, mas são como hambúrgueres mistos de carne e legume. Não tem dificuldade, ficam prontas em poucos minutos. Além de ser aprovada para o Whole30, é uma receita paleo e vai superbem na marmita. O bônus é que, embora bem saudáveis, estes bolinhos de frango com abobrinha agradam até quem não faz dieta. Pode ser um jeito fácil de acrescentar legumes na dieta do dia-a-dia, até para aqueles mais chatinhos que torcem o nariz para o verde!

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Depois daqueles dois posts sobre o Whole30, eu prometi escrever mais sobre o programa – mas dois cursos e outros compromissos tomaram todo meu tempo. Eu até comecei um novo programa para acompanhar um grupo de amigas que se animou a entrar na onda – já estou no dia 15! Como tenho recebido muitas perguntas sobre o Whole30, bom, chegou a hora de falar um pouco mais sobre ele.

Vou começar já com algo que você precisa saber sobre o Whole30 que não vai te agradar: evite fazer lanchinhos entre as refeições. Eu sei que vai contra tudo o que nos ensinaram nos últimos tempos – comer de três em três horas, tudo isso! Acredite em mim: comendo bem e nas quantidades recomendadas pelo programa, você não vai sentir tanta fome. Então: coma o suficiente para te deixar satisfeito até a próxima refeição.

Coma ao menos três refeições por dia, mas se você se exercita ou trabalha por longas horas, pode comer mais. Como falei, evite fazer lanchinhos. Claro que você pode comer se tiver fome, mas prefira comer uma pequena refeição. Exemplo: nos dias que fiz curso, eu levava uma latinha de atum com batata doce e completava com algumas castanhas ou azeitonas.

Eu nem deveria precisar dizer, mas:

Coma na mesa, sem distrações eletrônicas

Coma devagar e mastigue com calma

Uma das questões mais importantes sobre o Whole30, a meu ver, é como montar seu prato. Sim, saber o que comer é importantíssimo, mas as quantidades também importam.

(Continue lendo para saber mais)

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Fiquei bem feliz com a repercussão do post sobre o Whole 30. Recebi vários comentários curiosos e carinhosos no blog, no face e no instagram! E principalmente muitas dúvidas, pois não existe tanto material assim em português sobre a dieta.

Bom, tem uma boa notícia: um dos livros sobre a dieta já está sendo vendido em português. E é o livro mais legal, com as receitinhas. O primeiro traz muitas referências de estudos que embasam a dieta – a coisa científica, como eles falam.

Mas, mesmo assim, vou tentar contar pra vocês um pouco do que li e aprendi com a leitura dos dois livros já lançados sobre o assunto (um terceiro está para ser lançado, chama-se “Food Freedom Forever”).

Aliás, deixa eu contar uma coisinha pra vocês: em uma pesquisa rápida na internet vi bastante bobagem sendo escrita sobre o Whole 30. O Whole 30 não é uma dieta low-carb ou paleolítica, embora muitos dos praticantes deste tipo de dieta façam o Whole 30 eventualmente e vice-versa. Outra bobagem comum que lemos por aí é que a dieta proíbe legumes – isso se trata de uma tradução mal feita! A dieta exclui leguminosas (feijão, grão de bico, lentilha, etc…), que em inglês são ‘legumes’. Ou seja: legumes à vontade! Ninguém está mandando você deixar de comer cenoura ou abobrinha.

Regras do Whole 30

Os criadores do Whole 30 acreditam que alguns alimentos (como açúcar, grãos, laticínios e leguminosas) podem ter um impacto negativo na sua saúde. Para descobrir o que te faz mal, o Whole 30 propóe tirar esses grupos alimentares da sua dieta por 30 dias, sem exceções. Seria tempo suficiente para seu corpo se recuperar dos efeitos que alguns desses alimentos poderiam causar no seu corpo. O propósito é de aprendizado: sabendo o que nos faz mal, poderíamos ter consciência de como o consumo deste tipo de comida nos afeta e, assim, consumir menos.

  • Coma comida de verdade

Carne, frutos do mar, ovos, “toneladas” de verduras e legumes, um pouco de fruta e bastante gordura boa (seja ela de frutas como abacate ou de óleo de coco, castanhas e sementes).
Coma comida com poucos ingredientes – mais importante, com ingredientes que você reconheça. Melhor ainda: comida sem rótulos, sem lista de ingredientes, porque é totalmente natural, sem qualquer tipo de processamento.

  • O que evitar

– Não consuma açúcar de qualquer forma. Isso inclui adoçante, açúcar de coco, mel, stevia… Leia os rótulos, porque existe açúcar adicionado com nomes bem estranhos, tipo maltodextrina. (Mas pode comer fruta, tá? Não pode é açúcar adicionado)
– Nada de álcool, mesmo para cozinhar. Também não pode fumar.
– Nada de cereais e grãos. Isso inclui trigo, amaranto, milho, arroz, aveia. Também não pode comer pseudo-cereais como quinoa. Também não pode comer derivados, tipo amido de milho ou germem de trigo.
– Sem leguminosas. Inclui soja, feijões, lentilhas, amendoim, ervilhas. Detalhe para derivados de soja: lecitina de soja, tofu, miso, shoyu…
– Sem laticínios, seja de vaca, cabra ou qualquer animal. Sem queijo. Sem iogurte também. A exceção é a manteiga clarificada. Essa pode.
– Não consuma sulfitos, glutamato monossódico ou espessante carragena.
– Não pode recriar comidinhas gostosas com ingredientes aprovados. Nada de brigadeiro de biomassa de banana verde ou pizza de couve-flor. O propósito do Whole 30 é também fazer uma melhora psicólogica na nossa relação com a comida, por isso esses alimentos estão fora da dieta.

  • As exceções

– Manteiga clarificada ou ghee: Manteiga normal não pode, porque tem proteínas que podem fazer mal a algumas pessoas, mas a manteiga clarificada ou ghee é apenas a gordura do leite.

– Suco de fruta como adoçante: Alguns produtos industrializados usam suco de maçã, por exemplo, como adoçante. Pode.

– Algumas leguminosas: Pode vagem. Segundo o programa, elas são tecnicamente leguminosas, mas por não estarem maduras não fazem tão mal.

– Vinagre: Pode até o de vinho e arroz. As exceções são vinagres com açúcar, glúten ou sulfitos adicionados (os orgânicos geralmente não tem, são boas opções).

É isso, sem deslizes ou trapaças. Sem “mas é aniversário do fulano” ou “foi uma oportunidade única”. Se comer algo fora do Whole 30, tem de voltar para o dia um (e, acredite-me, depois de um certo dia tudo que você não quer é jogar seu esforço no lixo e começar pelo dia um!).

Ainda essa semana eu conto pra vocês as recomendações de como montar seu prato e a lista de compras para quem quer fazer a dieta.

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terminei

Quem me conhece sabe que eu nunca fui de fazer dietas malucas e sempre preferi fazer reeducação alimentar, sem muitas restrições. Até porque a última vez que fiz uma dieta restritiva (acompanhada por uma nutri famosa aqui no Rio, mas ainda assim restritiva) eu tive um pequeno surto e uma reação em cadeia que me levou à depressão e descontrole alimentar.

Porém, voltei a ter muitas questões alimentares relacionadas às emoções – sim, sempre ela, a compulsão alimentar. Apesar de me alimentar bem nas principais refeições, eu me via comendo fora de hora, com fome em todos os momentos, sempre pensando em comida. A comida me controlava e eu fui me vendo bem longe da pessoa que gosto de ser: sem foco, concentração, estressada, gorda, sedentária.

A mudança começou pela atitude, antes de tudo. No fim do ano passado, voltei a fazer exercícios com frequência e senti o meu bom humor aumentando. Com isso, tudo melhorou. A mudança de casa também trouxe um gás novo.

Mas a questão com a comida continuava. Eu não me sentia (spoiler: ainda não me sinto) no controle da minha fome e alimentação. Eu tinha a sensação de que precisava de um novo começo.

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Um belo dia eu acordei e vi que a casa em que morávamos já não me fazia feliz. O aluguel exorbitante me dava nos nervos e, no fim das contas, eu já não tinha mais energia para cuidar do meu lar. Daí para virar um ciclo vicioso foi um pulo – a parede descascou, eu não quis consertar; a roupa de cama começou a ficar velha e eu enrolava pra comprar; a limpeza da casa era feita pela faxineira, mas eu não tinha ânimo pra manter durante a semana…

No fim, estava vivendo num ambiente bem mais ou menos que não condizia com o que acredito e amo. Tem um ditado gringo que diz: messy bed, messy head; cama bagunçada, cabeça bagunçada. Sem energia, com a cabeça confusa, eu via minha vida estagnada em vários sentidos.

Lembro claramente do meu marido dizendo: “Bi, temos de nos mudar, a sua vibe já não bate mais com a vibe desse lugar“. E, mesmo muito apegada ao bairro e à minha rotina – que até então eu achava que não poderia ser melhor -, comecei a procurar apartamentos. Não me considero uma pessoa acomodada, mas qualquer mudança dá um medinho e, sim, eu fiquei com medo. Me lembrava bem do trabalhão das duas mudanças que fiz com meus pais. Na época, minha responsabilidade se resumia a um quarto – imagina ter de colocar em caixas uma casa inteira?! Como não ficar com frio na barriga?

No meu caso, ficou claro que não seria apenas mudar de casa, mas também de bairro. Logo de cara, vi que um apê maior em Botafogo seria mais caro do que eu queria pagar. Começamos a procurar pela Tijuca, um bairro da zona norte e onde eu morei até me casar. Mas, a princípio, sair da Zona Sul era meio sofrido pra nós… Marido sempre morou na Zona Sul, nós dois trabalhamos na região, “é tudo perto, nossa rotina é tão confortável”.

Tiramos férias e nossa meta era encontrar uma casa nova. Começamos a visitar os imóveis e, logo no segundo dia, entramos num apê que nos agradou. 90 m2 – grande pros nossos padrões de cinco anos morando em 55m2 -, dois quartos, suíte, cozinha espaçosa, varanda, arejado. Se não tinha vista para o Cristo, era bem pertinho do metrô e de uma região que eu conheço e me sinto bem. O aluguel um pouquinho mais caro do que tínhamos pensado, mas mesmo assim uns 20% mais em conta do que no apartamento antigo. “Vamos fazer uma oferta? Se aceitarem, a gente fica com ele”. Dois dias depois, oferta aceita. Vamos nos mudar!

Arruma documento, comprovante de renda, fiador (obrigada papi e mami).
Ô parte chata, viu? Demorou um mês pra pegarmos as chaves. Foi uma ansiedade!

E daí, chaves na mão, corre pra fazer tudo antes da mudança. A essa altura, já estávamos de volta ao trabalho. Haja tempo e haja dinheiro! Pintura, instalação do ar condicionado, a mudança em si… Sempre correndo, claro, porque quanto antes entregarmos o apartamento antigo, melhor, pois é menos a pagar de aluguel.

Hoje, são dois meses na nova casa. A nova rotina já está estabelecida, e a nova casa, funcional, embora faltem muitos detalhes de decoração. Mas, sem dúvida, eu me sinto mais confortável no novo apartamento. Nem o meu maior medo se concretizou: se antes eu morava a 3km do trabalho, hoje moro a 7km, mas demoro o mesmo tempo para ir e voltar na maior parte dos dias. E eu me sinto mais em casa.

 

sala mudança 2016

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clafoutissalgad

Eu já contei aqui que adoro o programa Cozinha Prática, apresentado pela Rita Lobo no GNT. Há algumas semanas atrás, assisti a um episódio em que a Rita fez uma versão salgada de clafoutis, uma receita francesa normalmente feita doce com cerejas. O prato, uma espécie de torta salgada sem massa, parecia tão prático e leve que tive de reproduzir em casa. Quer saber? Ficou tão bom quanto eu imaginava.

Não quis inventar e fiz a torta salgada igualzinha à do programa: com recheio de queijo minas, tomates cereja e abobrinhas. Achei o recheio leve e, na medida do possível, até light. Gostei tanto dessa receita que já quero testar outras combinações!

Clafoutis (torta salgada) de abobrinha, queijo minas e tomate

Rendimento: 6 porções

2 abobrinhas pequenas
250g de tomates cereja
200g de queijo minas
4 ovos
1 xícara de leite
3/4 de xícara de farinha de trigo
1 colher de sopa de azeite
Sal, ervas finas, noz moscada e pimenta do reino a gosto

Pre-aqueça o forno baixo para médio (180 graus). Pique as abobrinhas já lavadas em meia-lua. Lave e seque os tomates. Com uma faca, faça um X na parte de baixo dos tomates e esprema com os dedos, delicadamente, para tirar as sementes e o líquido. Pique o queijo em cubos.

Tomatinhos
Tomatinhos

Refogue as abobrinhas em uma frigideira com o azeite. Acrescente sal e pimenta a gosto.Coloque metade no refratário. Acrescente uma parte dos tomatinhos em pé, com o X virado para baixo, e o queijo. Cubra com o resto da abobrinha refogada.

Em uma tigela, bata quatro ovos. Acrescente a farinha aos poucos, batendo bem até ficar homogêneo. Acrescente o leite, misture tudo até ficar um creme ralo e liso. Tempere com sal, ervas finas, noz moscada ralada na hora e pimenta do reino. Jogue por cima da abobrinha, tomate e queijo no refratário.

clafoutis massa

Leve ao forno já pré-aquecido por cerca de 40 minutos, até estar firme e dourado.

Servi com saladinha. Uma delícia!

torta salgada

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fileaosalgrosso

Qualquer um que não seja milionário tem percebido que não está fácil fechar as contas no fim do mês. Tudo aumentou: luz, transporte, gasolina e, claro, a comida – tanto nas compras de supermercado quanto para comer fora. Comer em restaurantes, aliás, é um programa que temos reduzido bastante aqui em casa.

Na verdade, eu não sofro por não sair para comer. Gosto de cozinhar minha própria comida; pra mim, fazer minhas refeições, testar receitas e colocar uma mesa bonita é mais do que um prazer. Daí veio a ideia de unir o útil ao agradável e chamar os amigos para comer aqui em casa. Nós fazer as compras, rachamos a conta, comemos bem e nos divertimos sem gastar muito.

Foi com esse espírito que, há algumas semanas, convidei três amigos para um almoço de domingo aqui em casa. Queria uma comida bem gostosa, porém simples, para não precisar ficar horas com a barriga no fogão ou na pia, lavando um monte de louça. Por isso essa maminha no sal grosso foi uma ótima opção – cozinha rápido no forno, sem precisar de muitos cuidados. É gostosa e combina com uma refeição despretensiosa entre amigos – quase um churrasco indoor. A compra, já com as bebidas, deu R$ 16 para cada um – não dá pra comer nem no Mc Donalds com esse valor, hein?

Sem dúvida, este foi o jeito mais gostoso que encontrei de driblar a crise. Te convido a fazer o mesmo e me contar sua experiência.

Maminha no sal grosso

Rendimento: 6 porções

1.2kg de maminha (duas peças limpas) – pode fazer também com picanha ou fraldinha
1 kg de sal grosso 
Tomilho fresco, orégano fresco, grãos de pimenta do reino, alecrim fresco, pimenta calabresa em flocos, alho desidratado

Tempere o sal com as ervas – aproximadamente uma colher de sopa de cada um deles para um quilo de sal. Eu costumo deixar esta mistura já pronta em casa e ir usando; se for fazer na hora, o sabor fica menos intenso, mas funciona também. Pode também fazer com sal grosso puro, sem problemas.

Forre o fundo de uma assadeira com o sal temperado.

A caminha de sal temperado
A caminha de sal temperado

Deite as peças de carne em cima da caminha de sal e cubra com mais sal grosso.

maminha1

maminha antes

Leve ao forno por cerca de 40 minutos para carne ao ponto; se preferir bem passada, deixe mais dez minutinhos. Tire do forno, quebre a “casquinha” de sal.

Transfira a peça de carne para uma tábua e bata na carne com uma faca para tirar o sal grosso. Fatie e sirva.

maminha servida

Eu servi a maminha no sal grosso com saladinha e uma batatinha temperada que ficou bem gostosa. Trago a receita aqui outro dia :)

maminha no sal grosso

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eu amo brunch

Você já ouviu falar em brunch?

Brunch é um hábito bem comum no fim de semana de países como os Estados Unidos. É uma refeição que junta café da manha (breakfast) e almoço (lunch), em que as comidas são normalmente um pouco mais substanciosas que as do desjejum. Não é uma refeição corriqueira aqui pelo Brasil, mas eu voto para importarmos este costume gringo que vale a pena!

Apesar de acordar cedo mesmo nos fins de semana, eu amooooo um brunch. Adoro experimentar coisas diferentes! E ficar por um tempão ao redor da mesa, batendo um papo, muitas vezes regado a mimosas – drink de espumante com suco de laranja bem geladinho – está no meu top de programas preferidos.

Acho inclusive que brunch é uma opção perfeita para aqueles domingos pós-festa, em que a gente acorda bem tarde – e às vezes até com uma ressaquinha! hehehe

Por isso, trouxe hoje essa ideia para o blog: um pão recheado que vai ao forno e é um prato perfeito para seu brunch, aquele momento de café da manhã e almoço, tudo ao mesmo tempo! Foi uma ideia que vi na fanpage do Tasty e adaptei pra minha realidade. Na verdade, nada mais é que um pão com ovo gourmetizado! hahahaha E é versátil também, porque você pode usar os vegetais que tiver em casa e gostar.

Agora fica o convite: que tal experimentar um brunch nesse fim de semana?

Brunch: Pão com ovo “gourmet”

Rendimento: 2 porções

2 pães italianos pequenos
2 ovos
Tomate cereja picadinho
Shitake em fatias
Espinafre
Queijo parmesão ralado
Muzzarela de búfala em fatias
Manjericão
Sal e pimenta do reino

Vocês podem reparar que eu quase não especifiquei quantidades. É que na verdade é só a montagem mesmo, sem quantidades muito bem definidas.

passo a passo brunch

Então, o primeiro passo é cortar o topo do pão e retirar o miolo. Em seguida, cubra o fundo do pão com um pouco de queijo ralado. Acrescente    os vegetais e a muzzarela. Quebre um ovo em cima dos vegetais – sim, o ovo cru! Ele vai cozinhar no forno. Pode colocar um pouquinho mais do queijo por cima do ovo. Não esqueça de temperar com sal e pimenta.
Cubra o pão com papel alumínio, sem cobrir o topo que tem o ovo. Deixe no forno médio por cerca de 15 minutos, até que o ovo esteja cozido.

O brunch pode ser um pequeno sair da rotina, mas fazer algo diferente vai colocar um sorriso no seu rosto :)

eu amo brunch

close brunch

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salada de grão de bico D

Andei meio sumida… 20 dias sem conseguir postar. A vida esteve corrida, os fins de semana supercheios… E é nos fins de semana que eu consigo parar e postar. Bom, desculpas dadas, é hora de mais uma receitinha.

Um dos alimentos que eu inseri na minha dieta depois da reeducação alimentar foi o grão de bico. Antes, não tinha o hábito de consumir a leguminosa; mas depois descobri que eu adoro! É um grão superversátil que vai bem tanto frio quanto quente, é cheio de vitaminas e fibras e uma boa fonte vegetal de ferro e proteínas (ótimo para quem é vegetariano!).

Outra coisa bem legal é que o grão de bico é rico em triptofano, um aminoácido necessário para a síntese de serotonina – sim, aquele neurotransmissor relacionado à felicidade. Pra quem, como eu, tem histórico de depressão, vale ainda mais a pena incluir esta leguminosa no prato.

Meu jeito preferido de consumi-lo é em saladinhas refrescantes. Combina muito bem e é fácil, fácil. Esta salada de grão de bico é um dos maiores curingas na minha cozinha. Costumo cozinhar e congelar em potinhos – assim, naqueles momentos de pressa, fica fácil de improvisar um prato saudável sem muito esforço.

Uma dica é comprar o grão de bico a granel, em lojas como a Casas Pedra aqui no Rio. É cerca de 20% mais em conta do que comprar no supermercado.

Como cozinhar o grão de bico
A nutri me ensinou a deixar o grão de bico de molho por cerca de 12horas – se possível, trocando a água no meio do processo. Depois do molho, escorrer a água e colocar na panela de pressão com dois ou três dedinhos a mais de água. Eu costumo temperar com louro, ervas secas e sal. Depois de pegar pressão, espere de 15 a 20 minutos (mais tempos para grãos maiores, eu normalmente só compro os grandes). Daí é só tirar do fogo, escorrer e usar. Se você não gosta da pele, é só pressionar de leve que ela deve sair sem problemas. Eu fui orientada a consumir grão de bico com a pele mesmo, não faz mal não =)

Salada de grão de bico

2 xícaras de grão de bico cozido
100g de tomate cereja
1/2 cebola roxa cortadinha
1/2 xícara de azeitonas
Folhas de manjericão
Azeite extra virgem
Pimenta do reino a gosto
Manjericão a gosto
Oregano fresco a gosto

Não tem dificuldade: é só misturar tudo. Quer coisa mais prática?

graodebico

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